domingo, 7 de março de 2010

Expectativas defraudadas

A adaptação de “Frei Luís de Sousa” pela companhia “Actus” à qual assistiram as turmas do 11º ano da Escola Secundária/3 Garcia de Orta, no passado dia 27 de Janeiro, revelou-se verdadeiramente incipiente.
A representação esteve aquém das expectativas, tanto a nível da projecção da voz por parte dos actores, como ao nível da sua representação, sendo o cenário e a caracterização das personagens factores igualmente causadores da desilusão criada nos espectadores.
Centremo-nos primeiramente nos actos e na falta de capacidade dos actores em transmitir aos espectadores os sentimentos revelados pelas personagens do texto original. D. Madalena de Vilhena foi a personagem pior interpretada por causa do tom monocórdico e por vezes inaudível utilizado pela actriz que a encarnou. Na cena em que Manuel de Sousa Coutinho incendeia a sua própria casa, esta Madalena revela-se muito passiva, não correspondendo ao terror que a verdadeira Madalena denuncia, ao perceber que terá de se confrontar com o seu passado no palácio do seu primeiro marido para onde se deslocarão, um espaço fechado e soturno que contribuirá para a agudização dos seus terrores.
Para além disso, o cenário apresentado revelava falhas cruciais para a percepção do desenlace final. Os únicos adereços que permitiam ao espectador perceber que a cena tinha deixado de decorrer na casa de Manuel de Sousa Coutinho e passado a centrar-se no palácio de D. João de Portugal eram as três imagens colocadas como pano de fundo. Sendo o cenário um elemento extensiva e pormenorizadamente descrito na obra original, que permite fazer a transição de um local aberto, claro e onde não existiam grandes preocupações, para um local que já tivemos oportunidade de descrever como fechado, obscuro e que deixa a expectativa da ocorrência de uma catástrofe.
Em suma, uma ida ao teatro que era esperada com grande entusiasmo revelou-se uma desilusão, deixando a maioria dos alunos sem vontade de repetir a experiência, pelo menos num futuro próximo.


Mariana Branco nº18 11ºD
Marta Xavier nº20 11ºD
Pedro Leite nº21 11ºD

A representação do "Frei Luís de Sousa" no Sá da Bandeira

Frei Luís de Sousa é uma das obras que mais marcou o Romantismo do século XIX em Portugal. A peça redigida por Almeida Garrett e representada pela primeira vez em 1843 foi alvo de numerosos louvores até à actualidade. No mês de Janeiro de 2010, o Teatro Sá da Bandeira, no Porto, enquadrou nos seus espectáculos esta dramatização, dirigindo-a aos mais jovens. Contudo, a intenção de exaltar este mestre das letras, que foi Garrett, não foi bem conseguida.
Assim, podemos começar por abordar os cenários onde toda a acção dramática se desenrola. Baseados na obra original, verificamos o quão incompletos se mostraram. Ainda que a presença de velas e do vasto pano escarlate de fundo no palco intensificassem o clima de tragédia na história, não foi realmente feita nenhuma modificação notória de espaço físico ao longo dos três actos. O espectador não encontrou inicialmente a sala ampla, luminosa e ricamente decorada do palácicio de Manuel de Sousa Coutinho que o fizesse crer numa felicidade aparente das personagens. Não apareceu, no segundo acto, o salão mais sombrio da residência de D. João nem, mais tarde, indícios da capela da Senhora da Piedade, onde Madalena e o marido se separariam em entrega a Deus. Os cenários não se revelaram, como era suposto, fiéis às indicações da obra.
É também de salientar a falta de profissionalismo e a má escolha dos actores na passada sessão de teatro. As figuras de Madalena e Maria sofreram as piores representações, pois foram interpretadas por actrizes com pouca naturalidade que criavam gestos demasiado afectados e excessivamente teatrais. O tom de voz era tão baixo que não chegava ao auditório.
Por fim, torna-se necessário ter em conta os adornos que acompanhavam as personagens. Poderiam ter sido mais dignos de uma casa de teatro de tal prestígio. Tomando como exemplo um dos vestidos usados por D. Madalena, rapidamente apontamos a sua miserável execução.
Em suma, a representação teatral deverá ser melhorada. Os seus concretizadores que vejam a grandiosidade de Frei Luís de Sousa e, então, procurem compensar a obra-prima com trabalho de maior esplendor.
Maria do Carmo Ayres Pereira 11º J

segunda-feira, 1 de março de 2010

ACTUS PESSIMUS

Cerca de dois séculos separam a primeira representação da peça “Frei Luís de Sousa” da mais recente adaptação assistida pelos alunos do 11º ano no passado dia 27 pela Companhia ACTUS. Desinteresse, desconsolação e desmotivação varreram a sala desde o início…

Uma vez que é o cenário que dá a primeira impressão ao espectador da adaptação, a sua fraca qualidade desde logo nos deixou decepcionados, visto que este merecia mais cuidado na recriação ao constituir um importante elo de ligação entre o espaço físico do texto e o desenrolar da acção.

Quanto ao elenco, alguns actores revelaram incapacidade em captar a atenção do público, como a actriz que encarnou Maria, cuja má colocação de voz nos permitiu avaliá-la como uma das piores interpretações, sendo seguida pela que recriou Madalena, que excedeu o nível de dramatismo da personagem, fazendo a boa recriação de Telmo esquecer o problema de fala do actor responsável por esta personagem.
Por contraste, a interpretação de Manuel de Sousa Coutinho destacou-se pela positiva, sendo a nossa opinião unânime quanto à excelente actuação do actor. Não esquecemos também de referir o desempenho mediano dos actores que desempenharam o Romeiro e Frei Jorge.

Para concluir, o espectáculo não alcançou as nossas expectativas, uma vez que uma obra de tamanha importância na dramaturgia portuguesa deveria merecer mais respeito por parte das companhias que o levam à cena perante públicos estudantis.


Luísa Barros
Francisco Vieira
Tomás Andrade
11ºE

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Drama sem dramatismo

A adaptação da peça Frei Luís de Sousa pela Companhia de teatro Actus a que os alunos de 11º ano da ESGO assistiram no passado dia 27 de Janeiro terá agradado verdadeiramente?

Na nossa opinião, predominaram os aspectos negativos, levando à má percepção do texto originalmente criada por Almeida Garrett.

Um dos aspectos falhados nesta adaptação foi a representação e caracterização das personagens pelos actores. Isto é, faltou-lhes emoção e criatividade na interpretação das personagens, como por exemplo, na recriação da personagem Madalena, cuja actriz manteve durante a totalidade do espectáculo um tom de voz monocórdico. A falta de emoção evidenciada pelo actor que encarnou Telmo, no momento em que reconheceu o seu amo, reagindo com indiferença e não com a devida surpresa, foi também uma desilusão. Também o exagero na caracterização por parte do actor que desempenhou o papel de Romeiro eliminou o suspense do texto original.
A nosso ver, o único actor que desempenhou minimamente bem o seu papel foi o que encarnou Manuel de Sousa Coutinho, visto que a sua movimentação em palco e a expressividade dada aos diálogos conseguiram traduzir as características da personagem.

Para além disso, não houve grande distinção em termos de cenário entre as diferentes partes do espectáculo (ao contrário do que estava descrito nas didascálias no início de cada acto da peça garrettiana), o que fez com que o afunilamento espacial que contribui para o adensamento da atmosfera trágica da peça não se tornasse evidente.

Concluimos com a referência ao péssimo ambiente criado pelo público, o qual prejudicou o desempenho dos actores, contribuindo, deste modo, para acentuar a falta de qualidade desta adaptação.

Trabalho realizado por:
Matilde Ribeiro, nº 25
Francisco Van Zeller
Ana Rita Mirra
11ºE

Actus Tragicus

Presenciámos, no passado dia 27, uma adaptação de uma das peças mais importantes da dramaturgia portuguesa, “Frei Luís de Sousa”, pela Companhia “Actus”. Será que o “Actus” conseguiu captar a essência dos “actos” das personagens garrettianas?
Ao invés das ricas descrições dadas por Almeida Garrett relativamente aos espaços físicos do texto, os cenários apresentados demonstraram-se fracos a nível de preenchimento de palco, pobres em adereços e com um fundo pouco chamativo, uma vez que uma tela daria mais “vida” ao palco.
Tal como o cenário, os actores não fizeram jus à grandiosa peça de Garrett. Os sentimentos e as emoções transmitidas ficaram aquém do esperado. Particularizando, o actor que mais se destacou pela negativa foi o que deveria ter recriado com a alma necessária a personagem de Madalena de Vilhena, que se limitou a reproduzir o texto de forma inexpressiva.
O que representou Telmo Pais fê-lo de forma neutra e com reduzida expressividade nos momentos mais trágicos, nomeadamente, no da identificação do Romeiro. Frei Jorge foi também pouco convincente em algumas situações, demonstrando-se uma “personagem inanimada”. O Romeiro revelou-se um pouco esquisito, aparecendo sempre de cara tapada.
Os actores que corresponderam ao que era esperado foram os que encarnaram Manuel de Sousa Coutinho e Maria, ao revelarem emotividade na sua representação. Contudo, Maria teve alguns problemas na colocação de voz e poderia ter demonstrado mais dramatismo na interpretação final da sua morte.
De modo a justificar algumas falhas na recriação das personagens durante o espectáculo, podemos referir o comportamento da plateia. Os alunos do 11º ano revelaram grande falta de maturidade, bem como de respeito e educação perante os actores, ao falarem durante toda a peça; utilizarem lasers; ouvirem rádio; e, finalmente, chegarem ao extremo de fumar no recinto onde decorria o espectáculo.
Concluindo, a adaptação de “Frei Luís de Sousa” permitiu compreender a peça, mas não da melhor forma…


Ana Rita Pacheco nº 5 11ºE
Gonçalo Pereira nº 12 11ºE
Sara Oliveira nº22 11ºE

(In) Adaptação

No passado dia 27 de Janeiro, os alunos da Escola Secundária Garcia de Orta tiveram a possibilidade de assistir a uma adaptação de “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett, no teatro Sá da Bandeira no Porto, pela companhia Actus, a qual, infelizmente, se revelou bastante insatisfatória.
A opinião geral é que o espectáculo teve diversos aspectos negativos que o tornaram reprovável. Após a leitura da obra garrettiana e o visionamento da adaptação teatral feita pela referida Companhia conclui-se que a expressividade, nesta última, não atingiu as expectativas. Os actores que encarnaram as personagens Maria, Telmo e Madalena não foram além de uma medíocre interpretação que fica aquém da rica caracterização das personagens que se depreende do texto original.
Do mesmo ponto de vista, o cenário não foi capaz de igualar a riqueza descrita na peça de Almeida Garrett, sendo muito limitado na reprodução dos espaços físicos onde se desenrola a acção.
Assim, na primeira parte do espectáculo, o cenário resumia-se a uma cadeira, uma mesa e ao retrato de Manuel de Sousa Coutinho, por oposição ao magnífico e luxuoso palácio de Almada descrito no primeiro acto da obra. Esta pobreza da encenação repetiu-se na passagem para o segundo acto, onde a sobriedade do ambiente não era bem retratada, sendo este apenas constituído por duas cadeiras e três retratos (de D. João de Portugal, Luís Vaz de Camões e D. Sebastião), estando, ainda assim, estes mal ordenados de acordo com o texto original. No último acto, verifica-se a mesma escassez de adereços, não conseguindo o cenário traduzir o fechamento espacial associado ao desenlace fatal.
Em última instância está a deficiência ao nível da sonoplastia, aliada à má colocação da voz dos actores. Deste modo, a actriz que desempenhou o papel de Madalena não conseguiu fazer a sua voz ser ouvida para além das primeiras filas do teatro, agravado pelo facto de o técnico de som não ter conseguido adaptar a música à representação.
Em suma, tratou-se de uma experiência que, num primeiro momento, seria enriquecedora, mas que se revelou fracassada, dado que a Companhia foi incapaz de corresponder às expectativas dos alunos, criadas com a leitura prévia do magnífico drama garrettiano.
11ºC:
Carlos Matias
Filipe Cardoso
Daniel Gavina
Joana Machado

Teatro sem dramatismo

No dia 27 de Janeiro, os alunos do 11º ano da Escola Garcia de Orta deslocaram-se ao Teatro Sá da Bandeira para assistirem a uma infeliz adaptação da peça Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, por parte da companhia ACTUS.
Lamentavelmente, as expectativas não foram cumpridas. Vários foram os factores que provocaram o desagrado do auditório, entre os quais a falta de expressividade de alguns actores, assim como a má colocação de voz; e ainda, a falta de qualidade dos cenários.
A fraca expressividade de Telmo e Madalena tornou as suas cenas monótonas e o tom de voz baixo provocou o desinteresse do público, levando-o a agir de forma inapropriada. Felizmente, o actor que interpretou a personagem Manuel de Sousa Coutinho revelou profissionalismo e qualidade na sua representação.
Os cenários foram outra desilusão: eram pobres, constituídos por escassos adereços. No entanto, os efeitos técnicos utilizados para colocar em cena o incêndio do primeiro palácio do texto garrettiano foram bem conseguidos.
Mesmo assim, consideramos que a falta de qualidade da representação por parte de alguns actores poderá ter sido influenciada pela falta de civismo da plateia, referida anteriormente, como o ruído e o uso de lasers que incidiram constantemente naqueles.
Em suma, a adaptação a que se assistiu foi para nós, em geral, uma perda de tempo e dinheiro.


11º C
José Miguel
Marta Regina
Nádia Ferreira
Pedro Félix
Sofia Magalhães

Assassínio literário

Sendo “Frei Luís de Sousa” a obra-prima dramática de Almeida Garrett, eram grandes as expectativas relativamente à adaptação realizada pela Companhia Actus, levada à cena no Teatro Sá da Bandeira, no dia 27 de Janeiro, a qual, contudo, deixou muito a desejar…
Infelizmente, o que prometia ser uma encenação fiel ao dramatismo do texto original tornou-se numa desilusão devido a alguns aspectos negativos que se fizeram sentir desde o início: do cenário pobre à péssima representação dos actores, supostamente profissionais, passando pelos cortes de cenas cruciais para a apreensão da tragicidade da história da família.
Relativamente ao cenário, este comprometeu a obra de Garrett, visto que, na mesma, os espaços físicos são descritos pormenorizadamente, relacionando-se com os sentimentos vivenciados pelas personagens em cada acto, com a localização histórico--social da acção e, ainda, com o modo como evoluem os acontecimentos. Neste espectáculo, aquele não passou de insignificantes adereços...
Quanto à representação dos actores, muito tem que se lhes apontar. Na verdade, além da inexpressividade e da má dicção, igualmente, a caracterização não foi a melhor: o guarda-roupa era pobre e havia uma falta de correspondência etária significativa entre os actores e as personagens que encarnavam.
Além disso, a actriz responsável por Madalena era demasiado monocórdica, inexpressiva, não tendo estado à altura de traduzir toda a carga emocionalmente romântica da personagem.
No que respeita a má representação de cenas cruciais, consideramos como exemplo o momento em que Telmo descobre a verdadeira identidade do Romeiro, em que não foi traduzida a emotividade pretendida por Garrett.
Por último, o texto original sofreu alterações fulcrais para o entendimento completo da peça, nomeadamente, a cena da súplica de Telmo a Deus, no acto III.
Em suma, o espectáculo revelou-se desinteressante, entediante, um verdadeiro desastre!
11ºC
Ana Cordeiro, nº1
Cláudia Seabra, nº5
João Trindade, nº15José Maria Carvalho, nº16

Drama ou Tragédia?

Na passada quarta-feira, dia 27 de Janeiro, os alunos do 11ºano da ESGO, bem como estudantes de outras escolas, foram ao Teatro Sá da Bandeira, no âmbito da disciplina de Português, assistir à desastrosa adaptação de “Frei Luís de Sousa” pela Companhia Actus. Tratou-se de um momento de alienação dos jovens face ao teatro? Quase de certeza!
Adjectivos como pobre, vulgar e fraco são alguns dos que melhor caracterizam, na nossa opinião, esta tentativa de pedagogia e de actividade que motivasse os alunos para o teatro enquanto conteúdo programático e cultural.
Desta forma, este espectáculo, caracterizado por um cenário, um guarda-roupa e uma representação pouco expressivos, não conseguiu alcançar as nossas expectativas.
Quanto ao cenário, constituído por duas míseras cadeiras, uma mesa e “quadros” de impressão duvidosa, bem como por dois paus que se pretendia que representassem uma cruz, pode afirmar-se que não contribuiu para a contextualização histórico-espacial da peça. Além disto, o vestuário, pouco rico e degradado, mostrou-se insuficiente para fazer jus à caracterização epocal das personagens garrettianas.
A movimentação em palco dos actores, a má qualidade do som, a possibilidade de se ouvir o ponto e a reprodução monocórdica de diálogos tornaram a representação desastrosa. Sentimento? Zero! Expressividade? Só quando “Madalena” tossiu!
Em suma, a peça, apesar de fiel ao texto, não passou de uma leitura do mesmo, o que constituiu um desperdício de tempo, dinheiro e combustíveis fósseis…

28 de Janeiro de 2010,
11ºC
Diogo Aires
Francisco Gonçalves
Inês Almeida
Raquel Monteiro

Apresentação dramática de drama garrettiano

Uma das actividades mais aguardadas no âmbito da disciplina de Português revelou-se uma verdadeira decepção, pois todas as expectativas criadas em relação à adaptação teatral de “Frei Luís de Sousa” a fazer pela Companhia “Actus” ruíram no dia da sua apresentação pública.
Esta peça de Almeida Garrett foi utilizada pelo autor como arma política contra o governo de Costa Cabral, por esse motivo a sua estreia provocou controvérsia.
Controversa foi igualmente a adaptação feita pelo grupo Actus no dia 27 de Janeiro, uma vez que, mesmo seguindo os diálogos originais, os actores não conseguiram transmitir a emoção que o texto transpira do início ao fim.
Os factores que contribuíram para esta falta de emotividade foram vários, tais como a péssima projecção de voz das actrizes; a incompatibilidade entre as idades dos actores e a das personagens; o catarro da actriz que interpretou Madalena; a pobreza do cenário (uma vez que na obra original as actos passavam-se em palácios e igrejas); a cena da morte de Maria e, ainda, o facto de o Romeiro não mostrar nunca a cara.
Os dois últimos aspectos referidos foram os que mais nos marcaram pela negativa. De facto, relativamente à cena da morte de Maria, consideramos que, sendo esta uma das cenas mais emotivas de toda a peça, a interpretação feita pela actriz da Companhia em questão foi demasiado energética, não contemplando o facto de que a personagem estava doente e prestes a morrer, não sabendo, pois, transmitir a emoção esperada.
O facto de a cara do Romeiro não ter chegado a ser revelada foi, sem dúvida, um grande erro, dado que na obra original este aspecto era muito importante no seu reconhecimento como D. João de Portugal pelo seu fiel aio Telmo Pais.
No entanto, importa salientar que nem tudo correu mal: o actor que deu vida à personagem de Manuel de Sousa Coutinho fez uma excelente interpretação, bem como o seu colega que interpretou Telmo Pais.
Importa também referir que o comportamento do público foi vergonhoso, o que poderá ter condicionado o desempenho dos actores.

Ana Filipa Pinto, nº2
Inês Nogueira, nº14
José Pedro Barbosa, nº17
Rita Andrade, nº 20